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A troca cabe numa manhã de sábado: medir o recuo, achar a parede livre, girar a mesa e levantar dez vezes para conferir.
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Marina fez a mudança sozinha, com a trena, um pedaço de fita crepe e uma extensão de 3 metros. A mesa, de tampo solto sobre dois cavaletes, foi desmontada em duas partes e montada de novo na parede da direita.
1. Sente na cadeira na posição de trabalho e meça do encosto até o primeiro obstáculo atrás dele.
2. Levante devagar, sem se espremer, e marque com fita no piso onde a rodinha de trás parou: a distância até a posição de trabalho é o seu recuo.
3. Compare os dois números; se o obstáculo estiver mais perto que o recuo, a cadeira vai bater.
4. Meça as outras paredes do quarto, descontando a profundidade da mesa e o espaço da cadeira ocupada (no caso de Marina, 70 centímetros).
5. Escolha a parede que deixar atrás da cadeira pelo menos o recuo medido, sem porta abrindo e sem móvel no trajeto.
6. Gire a mesa, sente, levante dez vezes seguidas e confira se o encosto passa livre.
Os números do escritório de Marina
Na linha antiga, o encosto parava a 40 centímetros da estante, e o levantar pedia 50. Na parede lateral, o encosto tem 75 livres pela frente, e Marina levanta de frente, sem girar o assento e sem a mão no tampo.
A tomada baixa da parede da direita, a única do quarto que ninguém usava, ficou atrás do tampo. A extensão voltou para a gaveta, e o fio do computador deixou de atravessar o piso até a parede da janela.
O tapete sob as rodinhas da cadeira
Com o novo trajeto, as rodinhas passaram a rodar sobre um trecho do piso laminado que nunca tinha recebido peso. Marina colocou ali uma base de policarbonato (a placa transparente e rígida vendida para proteger o piso de cadeiras), cortada no tamanho da faixa de 75 centímetros.
A base marca o limite do recuo: a rodinha corre no plástico e não arranha a madeira. Antes da base, uma semana de uso já tinha deixado dois riscos finos no laminado.
Quando nenhuma parede do quarto sobra
Em quarto com janela, porta e armário ocupando as paredes livres, a saída é encurtar o trajeto: uma mesa de 50 centímetros de profundidade no lugar da de 60 devolve 10 centímetros ao recuo, e cadeira sem braço sai mais fácil pela lateral. Marina não precisou de nenhuma das duas.
Na segunda-feira seguinte, às oito e meia, a campainha tocou de novo. Marina empurrou a cadeira, levantou de frente e chegou à porta com a caneca na mão. A estante ficou parada, e os dois livros amassados voltaram para a prateleira do meio, com a lombada para dentro.
“No seu escritório, quantos centímetros a cadeira recua até o encosto bater em um móvel?”
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